Quinta-Feira, 09 de Julho de 2026

TJMS firma cooperação para implantação do Formulário Rogéria em Mato Grosso do Sul

Autor: Secretaria de Comunicação - [email protected]

 

A imagem retrata, em plano geral médio sob iluminação de escritório, um grupo de onze pessoas reunido em uma sala de reuniões. Elas estão sentadas ao redor de uma longa mesa retangular de centro escuro e brilhante, com bordas de madeira, contendo copos d'água e papéis. À esquerda, posicionam-se quatro homens de terno e gravata e uma mulher de blusa pêssego em primeiro plano. À cabeceira da mesa, ao fundo, senta-se um homem de terno bege, posicionado logo à frente de uma grande tela de TV desligada. À direita, perfilam-se cinco mulheres vestindo trajes formais e casuais, com destaque para a primeira de cabelos longos e cacheados. O ambiente corporativo possui janelas com persianas verticais brancas à esquerda e paredes com painéis de madeira clara à direita.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Delegacia-Geral da Polícia Civil, assinaram nesta segunda-feira, dia 6 de julho, termo de cooperação para a implantação do Formulário Rogéria no Estado.

 

Com a iniciativa, o TJMS passa a integrar o grupo dos primeiros tribunais brasileiros a implementar a diretriz estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reforçando o compromisso da instituição com uma Justiça mais acessível, eficiente e sensível às situações de vulnerabilidade.

 

Instituído pela Resolução CNJ nº 582/2024 e atualizado pela Portaria CNJ nº 288/2025, o Formulário Rogéria foi criado para identificar fatores de risco relacionados à violência e à violação de direitos contra pessoas LGBTQIA+. O instrumento permitirá que as informações levantadas no primeiro atendimento, geralmente realizado na delegacia, sejam encaminhadas de forma organizada ao processo judicial, subsidiando a atuação do Ministério Público, da Polícia Civil e do Poder Judiciário.

 

Além da adoção do formulário, o termo de cooperação prevê ações conjuntas de capacitação e orientação técnica para os profissionais que atuam na rede de atendimento.

 

O presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, ressaltou que a atuação conjunta permitirá maior agilidade na adoção das medidas previstas em lei para assegurar a proteção das pessoas em situação de risco. “Essa cooperação será muito importante porque estabelece um fluxo procedimental integrado entre as instituições. Independentemente de onde tenha início o atendimento, haverá uma atuação articulada entre Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário”, frisou.

 

Pra a desembargadora Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli, coordenadora do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS, a assinatura do termo também representa o fortalecimento do trabalho interinstitucional. Ela agradeceu o empenho dos órgãos parceiros e destacou que "quando trabalhamos juntos conseguimos proteger melhor as pessoas em situação de vulnerabilidade".

 

Segundo o juiz da Vara Criminal da comarca de Sidrolândia e membro do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS, Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva, a proposta é qualificar toda a rede de proteção. "Vamos preparar os profissionais para reconhecer situações de risco, utilizar corretamente o formulário e realizar os encaminhamentos adequados", explicou.

 

O magistrado destacou ainda que o novo instrumento proporcionará decisões mais seguras pelas autoridades envolvidas. "Desde o primeiro atendimento haverá uma coleta mais qualificada de dados e indicadores de risco. Isso permite que o juiz decida com mais segurança, que o promotor conduza melhor o caso e que o delegado adote as providências necessárias para proteger a vítima. Nossa intenção é prevenir novas violações, responsabilizar adequadamente os casos de violência e garantir proteção a todas essas pessoas que historicamente vem sofrendo discriminação”, afirmou.

 

Assinaram o termo de cooperação o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan; a coordenadora do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS, desembargadora Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli; a procuradora-geral adjunta de Justiça Institucional, Daniela Cristina Guiotti, representando o procurador-geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior; o secretário executivo de Segurança Pública da Sejusp, coronel QOPM Wagner Ferreira Silva; e o delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Lupérsio Degerone Lucio.

 

Saiba mais - O Formulário Rogéria deverá ser aplicado preferencialmente em formato eletrônico, por meio da Plataforma Digital do Poder Judiciário Brasileiro (PDPJ-Br), garantindo interoperabilidade entre os sistemas utilizados pelas instituições. As informações registradas possuem caráter sigiloso e servirão de base para decisões judiciais, para a atuação do Ministério Público e para o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIA+.

 

Além de fortalecer a rede de proteção, o formulário também permitirá a produção de dados qualificados sobre situações de vulnerabilidade, contribuindo para a construção de estratégias mais eficazes de promoção e garantia de direitos.

 

Acesse aqui a página do Comitê de Gênero, Raça e Diversidade do TJMS!

Autor da notícia: Secretaria de Comunicação - [email protected]

Fonte: Secretaria de Comunicação - [email protected]

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