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Entre amigos e desconhecidos, Celinho encontra apoio para superar os desafios da estrada.
A viagem de Celinho ao redor do mundo já percorreu a América do Sul, atravessou a América Central e agora alcança a América do Norte. Depois de milhares de quilômetros desde a saída de Campo Grande, o motociclista está no Canadá, uma das etapas mais aguardadas da expedição.
Ao longo do caminho, as paisagens mudaram, fronteiras ficaram para trás e novos desafios surgiram diariamente. Mas existe um elemento que permaneceu presente durante todo o percurso e que ajuda a explicar por que a jornada chegou até aqui: um verdadeiro exército de anjos.

Celinho (Foto: @celinhovoltaaomundo )
São pessoas que aparecem no momento certo, resolvem problemas, abrem portas, oferecem comida, hospedagem e apoio emocional. Algumas surgem de forma inesperada durante a viagem. Outras permanecem no Brasil, ajudando Celinho a seguir em frente mesmo a milhares de quilômetros de distância.
Já no Canadá, Celinho conta que está bem física e psicologicamente. A motocicleta também segue em ótimas condições, exigindo apenas as manutenções naturais de uma viagem tão longa.
A dimensão humana da jornada, porém, é o que mais tem chamado sua atenção.
“Hoje eu até me emocionei na moto, ouvindo música e vendo tanta coisa bonita aqui no Canadá. Até me questionei: será que eu mereço tanto?”
Os anjos que aparecem pelo caminho
Um dos episódios aconteceu na alfândega da Colômbia. Celinho chegou quando o atendimento já havia encerrado, mas os funcionários permaneciam no local assistindo ao jogo da seleção colombiana. Mesmo fora do horário, um deles decidiu realizar todo o procedimento para que o motociclista pudesse seguir viagem.
Na mesma noite, outro gesto ficou marcado. Sem conseguir encontrar um restaurante aberto por causa da comemoração da vitória da Colômbia, o proprietário do hotel resolveu preparar pessoalmente o jantar para o brasileiro. Francês e ex-chef de cozinha de navio, ele ainda fez questão de permanecer conversando com Celinho durante a refeição. Um gesto simples que, para quem está sozinho do outro lado do continente, ganha um valor enorme.
Um irmão encontrado pela internet

Leandro, Celinho e Sandra (Foto: @celinhovoltaaomundo )
Outro personagem importante dessa história é Leandro, conhecido em um grupo de WhatsApp de motociclistas.
Durante uma conversa, os dois descobriram que eram da mesma cidade, Quirinópolis (GO). Depois vieram outras coincidências: a mãe de Leandro havia comprado uma antiga loja da mãe de Celinho e ele também era amigo de seu irmão.
Hoje morando há mais de 25 anos nos Estados Unidos, Leandro recebeu Celinho em sua casa e transformou uma amizade virtual em um laço de irmão.
“Eu chamo de irmão porque ele não é uma pessoa normal. O coração que ele tem é muito diferenciado.” afirma Celinho
Para Celinho, pessoas assim fazem parte do extraordinário.
“Ser incrível é fazer com que as pessoas se sintam incríveis.”
Um reencontro improvável
No Panamá, a viagem reservou outro momento especial.
Sandra, amiga de Quirinópolis, comemorava seus 60 anos no país quando reconheceu Celinho em meio aos turistas e o chamou pelo nome. Mais tarde, levou pão de queijo até a casa de Leandro, onde ele estava hospedado.
“Essas coisas fortalecem a gente demais”, resume o motociclista.
Os anjos que ficaram no Brasil
Mas nem todos os anjos estão na estrada.
Enquanto Celinho cruza fronteiras, uma rede de apoio mantém a expedição em movimento.

Celinho e sua esposa Janaína Barros (Foto: @celinhovoltaaomundo )
Jana, sua esposa, também faz parte desse exército de anjos. Durante a viagem, passou a assumir algumas tarefas da expedição, ajudando Celinho a resolver pendências enquanto ele segue na estrada.
Sérgio, seu cunhado e sócio, ajuda a resolver problemas do dia a dia e até agenda manutenções da motocicleta quando necessário.
Há também Noel, responsável pelas câmeras da moto; Josimar e Francisco, que ajudam nas questões técnicas; Emília, que organiza contas e pagamentos; além de muitas pessoas que enviam mensagens diariamente desejando proteção, força e uma boa viagem.
“Tem muito anjo aí. Sou muito abençoado, graças a Deus.”

Sérgio, cunhado e sócio de Celinho (Foto: @celinhovoltaaomundo )
A hospitalidade canadense
Na chegada ao Canadá, outro encontro inesperado.
Ao tentar falar inglês durante a imigração, Celinho foi surpreendido quando a policial perguntou se ele preferia conversar em português. Ela era brasileira.
Em Vancouver, motoristas buzinavam e acenavam ao perceber a bandeira do Brasil na motocicleta.
Para Celinho, cada fronteira atravessada reforça uma certeza: são as pessoas que transformam uma viagem em uma experiência inesquecível.
“Todos os encontros foram por providência, não por coincidência.”
A motocicleta leva Celinho pelas estradas do mundo. Mas é esse exército de anjos — formado por desconhecidos, amigos, familiares e colaboradores — que torna a jornada mais segura, organizada e humana.
A viagem continua, e o exército de anjos só tende a crescer.
Ouça o relato: clique aqui
Celinho segue viagem rumo aos próximos destinos da expedição de volta ao mundo. Os próximos relatos dessa jornada continuarão sendo publicados em nossa coluna no Campo Grande News.
Siga @celinhovoltaaomundo no Instagram e veja, em tempo real, os desafios, paisagens e histórias vividas sobre duas rodas. A aventura está apenas começando.
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JOSÉ MARQUES
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Arquitetura de Negócios. Conecto empresários a capital, mídia, expansão. Jornalismo que transforma relacionamento em resultado.
Fonte: Festaseventostv
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